O místico sempre fez parte da minha vida, durante a minha infância influenciado pela minha mãe, eu fui uma criança, adolescente e um jovem católico e fervoroso. Com vontade de seguir o caminho eclesiástico. Mas aos 23 com minhas leituras sobre a história da igreja, da sociedade antiga e medieval, mas principalmente pelo meu gosto pela filosofia moderna ocidental, particularmente Nietzsche, eu rompi totalmente com a Igreja. O que acabou afetando também minha espiritualidade por não saber na época discernir a instituição da fé. Entretanto, guardava na minha memória o clima do som e do ambiente de uma catedral, que sempre me intrigava, correlacionava a reverberação das cúpulas com o rock progressivo, mas particularmente com alguns discos do Pink Floyd. Quando comecei a estudar música na universidade, me apaixonei pela música vocal medieval e renascentista, logo entrei para um coral, para experienciar de perto essa música, o que foi um marcante aprendizado para na minha carreira - Fui...
Entre Dilemas e Reflexões: Crônicas de um Artista